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sábado, 22 de novembro de 2014

EXTRACLASSE 3 BIMESTRE - PERSONALIDADES NEGRAS

Em 13 de novembro, foi um grande dia para todos nós do CIEJA, pois tivemos as apresentações do Extraclasse PERSONALIDADES NEGRAS, referente ao 3 Bimestre.

Durante todo o ano de 2014, trabalhamos com a implementação da Lei n. 10.639/03 e o Extraclasse que tinha um caráter de pesquisa e entrega de trabalho escrito se ampliou. Bimestralmente fomos presenteados com apresentações, sinônimo de muito trabalho, empenho, compromisso e alegria estampada nos rosto de cada aluno e de cada aluna.
Abaixo vejam os trabalhos apresentados ao longo do dia. Um foi mais emocionante e melhor do que o outro.
Vejam que lindo o visual dos alunos do módulo 3A: mais jamaicano e Bob Marley impossível.







Nani, Adriane, do módulo 1B soltando a voz: emocionante!









Alunos do módulo 4L que participaram da elaboração do curta-metragem dirigido pelo professor Allan Santana.
 

Frases significativas do módulo 4E





Samir do módulo 2E em seu momento modelo:
ele é um ser humano fofíssimo!






Módulos 4B (Évanes) e 4C (Luciana) desenvolvendo um trabalho em parceria: belo demais!


 

Ensaboa mulata, ensaboa... alunos do módulo 2B:
bela apresentação!







































Apresentações da Profa. Cida e o Curta do Mód. 4L - Prof. Allan



Apresentação da Profa. Elaine - Módulo 2C - Arte Abstrata






















SUUUUUUUUCEEEESSOOOOOOOOO!!!! 
RAÇA NEGRA 
NA  VOZ DE ARLINDO!!!!











AGUARDEM OS DEMAIS VÍDEOS...

Marcos Eça e Viviane Moreiras

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

V FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS 2014

É com alegria que convidamos a todos a nos prestigiar no V Festival Interescolar de Artes Cênicas 2014.

O CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme participará no sábado dia 29 de Novembro com a performance do Módulo 4L: Gritaram-me Negra, sob a direção do prof. Allan.

Veja abaixo a programação completa!!!



Não faltem!!!

Viviane Moreiras

IMPRENSA JOVEM - PARTE I

Pensando sobre Educação
Por Denilson Kenedy Carlos, Laís Mendes Lado e Rosângela Vasconcelos

De cima para baixo: Laís, Irene, Dânia, Denilson, Rosângela e eu, Marcos (orientador do grupo Imprensa Jovem EJA).

Somos estudantes da Educação de Jovens e Adultos do CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme e por estarmos formando um grupo que é a Imprensa Jovem EJA fomos convidados para cobrir o Seminário Regional de Educação que teve o seguinte tema: "Qualidade Social da Educação: O Currículo e a Avaliação, Culturas, Projetos e os Direitos de Aprendizagem".
Fomos a dois dias do Seminário e o que mais nos chamou a atenção foi Paulo Freire ter sido citado em vários momentos e ser tão importante para nossa educação de hoje. Até sabíamos um pouco sobre ele porque no ano passado ocorreu a Semana EJA Paulo Freire no CIEJA 
(http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/2013/09/2-dia-da-semana-eja-de-alfabetizacao.html e http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/2013/09/3-dia-da-semana-eja-de-alfabetizacao.html), mas ao ouvirmos palestras sobre "o protagonismo na educação", começamos a entender melhor essa questão que é importante para nossas vidas como estudantes e cidadãos.

O dia 26 de setembro foi aberto por uma apresentação de "Danças Brasileiras" coordenada pela professora Regina Santos da Fábrica de Cultura. A apresentação foi linda porque trata e valoriza nossa cultura, nossas danças e, ao final, todos fomos convidados a dançar com os bailarinos no palco do CEU Jaçanã. Momento inesquecível para nós porque isso é ser protagonista. Ao término da apresentação, conversamos com alguns dos bailarinos e nos disseram que a dança faz toda a diferença em suas vidas porque ao invés de estarem na rua ou ociosos em suas casas, estão estudando, dançando, criando e, nós complementaremos, sendo protagonistas da sociedade e do mundo. Isso é uma educação Freiriana sendo desenvolvida. Atividades como essa são importantes para alunos, professores e escolas.

Os bailarinos da Fábrica de Cultura dançando com a professora Regina Santos




Olha a roda de educadores surgindo (a Imprensa Jovem Eja estava lá também)






Laís, Rosângela e Marcos (ao fundo Shirley Diniz de DOT)



Os bailarinos da Fábrica de Cultura após a entrevista com Laís e Rosângela da Imprensa Jovem EJA


Após esse momento tão belo, tivemos as falas de duas professoras. A primeira foi a profª Ms. Bianca Maria Santana de Brito que discorreu sobre "Tecnologias digitais na educação: como incentivar o protagonismo e a autoria de alunos e professores?". A primeira questão levantada pela pesquisadora foi: como se forma um professor? Como sugestão propôs: a formação de grupos de leitura na escola, a participação em encontros e seminários, fazer os mais diversos cursos, pesquisar e produzir textos... Lembrou-nos de que ao alterarmos a disposição das carteiras escolares, colocando-as em forma de círculo, isto faz uma boa a diferença - apesar de não ser um recurso digital - porque estamos mais propensos ao diálogo (dialogismo). Afirmou que o conceito de Arquiteturas de Rede (diagramas de Paul Baran: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Baran) são interessantes para a escola como ela se põe atualmente porque ao invés de provas nas salas de aula onde ninguém pode se comunicar, poderíamos desenvolver atividades como as desenvolvidas em portais (G1, R7) ou blogs. Uma educação aberta e popular - onde haja uma consciência de grupo, de coletivo - e diversas configurações predominando recursos educacionais abertos, licenças abertas para a garantia de direitos (reutilizar, revisar, remixar, redistribuir etc) permitindo que o conceito de autoria apareça. Mais uma vez notamos um trabalho freiriano sendo realizado e reafirmamos como o pensamento desse educador é importante para uma educação igualitária e menos elitista. Nós nos sentimos representados nessas falas e esse é um sentimento dos melhores possíveis para os estudantes das escolas públicas.


A fim de ilustrarmos esse sentimento, resgataremos um dos vídeos trabalhado no ano passado na Semana EJA Paulo Freire no CIEJA onde estudamos.


Na sequência profª Drª Luciana Soares da Silva desenvolveu uma reflexão intitulada "Por um currículo multicultural e inclusivo". Após ouvirmos sua palestra, começamos a nos perguntar sobre os seguintes termos: currículo, multicultural e inclusivo. Apesar de os três estarem presentes na escola (ou deveriam estar) nunca havíamos parado para pensar sobre eles e percebemos que de forma simples o currículo é tudo o que está na escola, o que se ensina, o que é dito, o que é feito, é como se fosse um eixo que passa e vai cruzando e entrelaçando tudo o que acontece em uma unidade escolar. Multicultural é respeitar, valorizar, apreciar, divulgar, falar sobre as mais diversas culturas. Inclusive é dar oportunidade a quem não teve ou não tem a oportunidade de falar, estudar, ler, escrever, trabalhar, sentir-se e ser cidadão... A professora Luciana iniciou sua fala lembrando que nenhuma prática pedagógica é neutra porque nos apoiamos em certo modo de entender e conceber o mundo. A professora perguntou-nos "que currículo queremos?, que cidadão queremos formar?" Essas questões têm a ver com a construção de conhecimento que se dá nas escolas. Para refletirmos sobre esse ponto, assistimos ao vídeo "O perigo de uma história única" (https://www.youtube.com/watch?v=EC-bh1YARsc) e percebemos que os pontos de vista únicos precisam começar a ser estilhaçados porque as histórias únicas não dão conta da escola atual. É importante jogarmos luzes sobre as histórias dos negros, dos índios, das famílias (o que se entende por família e como se constitui a família atual), das relações de gênero, das pessoas com deficiência... Para a escola que queremos é importante haver um currículo multicultural e inclusivo onde possamos tentar reconhecer as mais diversas diferenças. Tudo isso é Paulo Freire porque começamos a olhar para quem não era olhado e pensar em uma educação que leva em conta a cidadania.

Fim do primeiro dia de Seminário e ansiosos para o encontro da semana seguinte.

Denilson Kenedy Carlos, Laís Mendes Lado e Rosângela Vasconcelos (orientação e revisão do texto por Marcos Eça)