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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

V FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS 2014

É com alegria que convidamos a todos a nos prestigiar no V Festival Interescolar de Artes Cênicas 2014.

O CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme participará no sábado dia 29 de Novembro com a performance do Módulo 4L: Gritaram-me Negra, sob a direção do prof. Allan.

Veja abaixo a programação completa!!!



Não faltem!!!

Viviane Moreiras

IMPRENSA JOVEM - PARTE I

Pensando sobre Educação
Por Denilson Kenedy Carlos, Laís Mendes Lado e Rosângela Vasconcelos

De cima para baixo: Laís, Irene, Dânia, Denilson, Rosângela e eu, Marcos (orientador do grupo Imprensa Jovem EJA).

Somos estudantes da Educação de Jovens e Adultos do CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme e por estarmos formando um grupo que é a Imprensa Jovem EJA fomos convidados para cobrir o Seminário Regional de Educação que teve o seguinte tema: "Qualidade Social da Educação: O Currículo e a Avaliação, Culturas, Projetos e os Direitos de Aprendizagem".
Fomos a dois dias do Seminário e o que mais nos chamou a atenção foi Paulo Freire ter sido citado em vários momentos e ser tão importante para nossa educação de hoje. Até sabíamos um pouco sobre ele porque no ano passado ocorreu a Semana EJA Paulo Freire no CIEJA 
(http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/2013/09/2-dia-da-semana-eja-de-alfabetizacao.html e http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/2013/09/3-dia-da-semana-eja-de-alfabetizacao.html), mas ao ouvirmos palestras sobre "o protagonismo na educação", começamos a entender melhor essa questão que é importante para nossas vidas como estudantes e cidadãos.

O dia 26 de setembro foi aberto por uma apresentação de "Danças Brasileiras" coordenada pela professora Regina Santos da Fábrica de Cultura. A apresentação foi linda porque trata e valoriza nossa cultura, nossas danças e, ao final, todos fomos convidados a dançar com os bailarinos no palco do CEU Jaçanã. Momento inesquecível para nós porque isso é ser protagonista. Ao término da apresentação, conversamos com alguns dos bailarinos e nos disseram que a dança faz toda a diferença em suas vidas porque ao invés de estarem na rua ou ociosos em suas casas, estão estudando, dançando, criando e, nós complementaremos, sendo protagonistas da sociedade e do mundo. Isso é uma educação Freiriana sendo desenvolvida. Atividades como essa são importantes para alunos, professores e escolas.

Os bailarinos da Fábrica de Cultura dançando com a professora Regina Santos




Olha a roda de educadores surgindo (a Imprensa Jovem Eja estava lá também)






Laís, Rosângela e Marcos (ao fundo Shirley Diniz de DOT)



Os bailarinos da Fábrica de Cultura após a entrevista com Laís e Rosângela da Imprensa Jovem EJA


Após esse momento tão belo, tivemos as falas de duas professoras. A primeira foi a profª Ms. Bianca Maria Santana de Brito que discorreu sobre "Tecnologias digitais na educação: como incentivar o protagonismo e a autoria de alunos e professores?". A primeira questão levantada pela pesquisadora foi: como se forma um professor? Como sugestão propôs: a formação de grupos de leitura na escola, a participação em encontros e seminários, fazer os mais diversos cursos, pesquisar e produzir textos... Lembrou-nos de que ao alterarmos a disposição das carteiras escolares, colocando-as em forma de círculo, isto faz uma boa a diferença - apesar de não ser um recurso digital - porque estamos mais propensos ao diálogo (dialogismo). Afirmou que o conceito de Arquiteturas de Rede (diagramas de Paul Baran: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Baran) são interessantes para a escola como ela se põe atualmente porque ao invés de provas nas salas de aula onde ninguém pode se comunicar, poderíamos desenvolver atividades como as desenvolvidas em portais (G1, R7) ou blogs. Uma educação aberta e popular - onde haja uma consciência de grupo, de coletivo - e diversas configurações predominando recursos educacionais abertos, licenças abertas para a garantia de direitos (reutilizar, revisar, remixar, redistribuir etc) permitindo que o conceito de autoria apareça. Mais uma vez notamos um trabalho freiriano sendo realizado e reafirmamos como o pensamento desse educador é importante para uma educação igualitária e menos elitista. Nós nos sentimos representados nessas falas e esse é um sentimento dos melhores possíveis para os estudantes das escolas públicas.


A fim de ilustrarmos esse sentimento, resgataremos um dos vídeos trabalhado no ano passado na Semana EJA Paulo Freire no CIEJA onde estudamos.


Na sequência profª Drª Luciana Soares da Silva desenvolveu uma reflexão intitulada "Por um currículo multicultural e inclusivo". Após ouvirmos sua palestra, começamos a nos perguntar sobre os seguintes termos: currículo, multicultural e inclusivo. Apesar de os três estarem presentes na escola (ou deveriam estar) nunca havíamos parado para pensar sobre eles e percebemos que de forma simples o currículo é tudo o que está na escola, o que se ensina, o que é dito, o que é feito, é como se fosse um eixo que passa e vai cruzando e entrelaçando tudo o que acontece em uma unidade escolar. Multicultural é respeitar, valorizar, apreciar, divulgar, falar sobre as mais diversas culturas. Inclusive é dar oportunidade a quem não teve ou não tem a oportunidade de falar, estudar, ler, escrever, trabalhar, sentir-se e ser cidadão... A professora Luciana iniciou sua fala lembrando que nenhuma prática pedagógica é neutra porque nos apoiamos em certo modo de entender e conceber o mundo. A professora perguntou-nos "que currículo queremos?, que cidadão queremos formar?" Essas questões têm a ver com a construção de conhecimento que se dá nas escolas. Para refletirmos sobre esse ponto, assistimos ao vídeo "O perigo de uma história única" (https://www.youtube.com/watch?v=EC-bh1YARsc) e percebemos que os pontos de vista únicos precisam começar a ser estilhaçados porque as histórias únicas não dão conta da escola atual. É importante jogarmos luzes sobre as histórias dos negros, dos índios, das famílias (o que se entende por família e como se constitui a família atual), das relações de gênero, das pessoas com deficiência... Para a escola que queremos é importante haver um currículo multicultural e inclusivo onde possamos tentar reconhecer as mais diversas diferenças. Tudo isso é Paulo Freire porque começamos a olhar para quem não era olhado e pensar em uma educação que leva em conta a cidadania.

Fim do primeiro dia de Seminário e ansiosos para o encontro da semana seguinte.

Denilson Kenedy Carlos, Laís Mendes Lado e Rosângela Vasconcelos (orientação e revisão do texto por Marcos Eça)

POETIZANDO...



"As alunas Bianca e Fernanda há muito tem se destacado pela dedicação e amor aos estudos. As duas irmãs, sempre unidas, resolveram evidenciar a luz dessa linda união por meio da poesia. Fernanda desenha e diz ter alguns poemas de própria autoria. Bianca diz não ser tão envolvida com a arte da literatura como Fernanda (por enquanto), mas dá apoio e incentivo a irmã e mostra-se bem interessada pela arte.


Há alguns dias, fomos com a turma do Módulo 1D, (classe que Fernanda e Bianca fazem parte), até a sala multicultural afim de conhecermos a sala, mexermos nos livros e descobrirmos um novo mundo por meio da arte da poesia e da literatura.

Para minha surpresa, na semana seguinte pós ida a sala Multicultural da escola e uma boa discussão com a turma sobre a importância daqueles e de tantos livros, Fernanda e Bianca me perguntaram se poderiam escrever na lousa da sala de informática. Já prevendo que dali viria algo bem positivo, permiti que as duas escrevessem na lousa. Pois bem, eu e toda a turma fomos presenteados com belas reflexões, sendo uma de Charles Chaplin (grande gênio do cinema e autor de diversas frases magníficas) e Voltaire (filosofo do século XVIII participante do movimento iluminista). Coincidentemente, há alguns dias, estava eu a observar os livros da sala multicultural e percebi que havia uma coleção da obra “Conversando com o homem sábio – A visão de um melhor futuro”, do autor Benedicto I. C. Dutra, que me chamou muito a atenção. Abri o livro pensando em conhecer um pouco melhor a obra para possivelmente trabalha-la com algumas turmas que tenho no CIEJA e me deparei com a frase de Voltaire que Bianca colocou na lousa como vocês verão abaixo. Fernanda e Bianca são estudantes do CIEJA de um grande valor, trazendo esperança para a humanidade no que diz respeito às novas gerações, evidenciando que o amor pela arte das palavras e à sabedoria está, sempre esteve e sempre estará presente no ser humano."




Professor Dennis Portela




domingo, 9 de novembro de 2014

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA PROCESSO SELETIVO NO CIEJA PARA 2015

ESTÃO ABERTAS DE 10 A 14 DE NOVEMBRO AS INSCRIÇÕES PARA QUEM DESEJA DAR AULAS NO CIEJA VILA MARIA/VILA GUILHERME

HORÁRIO DAS INSCRIÇÕES: DAS 10H00 ÀS 20H00

LOCAL DE INSCRIÇÃO: NO PRÓPRIO CIEJA, LOCALIZADO À RUA FRANCISCO FRANCO MACHADO, Nº 68, VILA SABRINA (ENTRE A EMEF ENEAS CARVALHO DE AGUIAR E A UBS DA VILA SABRINA)

TEL: 2201-6502 / 2951-0216

PÚBLICO-ALVO: PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

PROFESSORES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL I

PROFESSORES DE ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO

HORÁRIO DAS AULAS:

das 7:30 às 9:45
das 10:00 às 12:15
das 15:15 às 17:30
das 17:45 às 20:00
das 20:15 às 22:30

ETAPAS DO PROCESSO SELETIVO:

A) PROVA ESCRITA: OCORRERÁ NO DIA 24 DE NOVEMBRO DE 2014 ÀS 10H00 EM LOCAL A SER DIVULGADO NO ATO DA INSCRIÇÃO.

B) ENTREVISTA.

C) PROJETO E/OU PROPOSTA DE TRABALHO ATÉ O DIA 24/11/2014.

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE: 

http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Main/Noticia/Visualizar/PortalSMESP/SME-abre-processo-seletivo-para-docencia-em-EJA

ABRAÇO A TODOS,
GESTORES DO CIEJA VILA MARIA/VILA GUILHERME

sábado, 8 de novembro de 2014

SEMINÁRIO DA EJA 2014

Aconteceu hoje, 07 de Novembro o tão esperado Seminário da EJA 2014!!!! 

Fomos muito bem recebidos pela EMEF Máximo de Moura, cuidado, carinho e organização estavam presentes em cada detalhe.

Nós do CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme também marcamos presença! Tudo foi preparado com muito carinho e cuidado.

Realizamos uma oficina sobre ADINKRA que é um sistema de símbolos para transmitir ideias desenvolvidos pelos acã (grupo cultural presente em Gana, Costa do Marfim e no Togo, países à oeste da África).

Acompanhem como se deu a oficina...

Colcha de Adinkra elaborada pelos alunos do CIEJA a fim de recepcionarmos os participantes da oficina.


Kit entregue aos professores inscritos na oficina: apostila teórica a fim de entendermos a filosofia Adinkra, crachá, bloco de notas, lápis e carbono  para confeccionarmos a capa do bloco a partir de um símbolo Adinkra.





 

Mural com Adinkra realizado pelos alunos a partir da técnica do pontilhismo. Belíssimos trabalhos!!!



Antes do início de nossa oficina fomos presenteados com um excelente café. A mesa estava linda e tudo muito saboroso. 
Tivemos também a apresentação musical dos alunos da 
EMEF Frei Galvão. 
Vejam alguns desses momentos:







Cantoria dos alunos da EMEF Frei Galvão






Antes do início das oficinas, os professores Conceição, Marília e Dionízio com a bela colcha de Adinkra. Colcha confeccionada a várias mãos: alunos, alunas e professoras!





Início da apresentação com os professores: Dionízio Arilha, Kátia Manprim, Madalena Carqueijo, Conceição Gomes e Marília Tessarin. 
OS professores procuraram mostrar aos participantes a importância dos símbolos, sua(s) interpretação(ões), sua utilização e o processo de desenvolvimento do trabalho com os nossos alunos.






























Após a explanação dos professores, é hora de fazer arte!!! 
Cada participante deveria fazer a escolha do Adinkra que lhe fosse mais significativo.





De posse do Adinkra escolhido, hora de estampá-lo na capa da caderneta.






Vejam, quantos artistas tínhamos em nossa oficina, pois os trabalhos ficaram lindos!!!!






















Nossa Diretora Télia Lopes idealizadora do Projeto Adinkra e precursora na implementação da Lei  10.639/03 no CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme.




Eu também me aventurei no mundo das artes, olhem como ficou o meu Adinkra escolhido?
O nome dele é Funtummireku Denkyemmireku e seu significado é:
"Compartilham um só estômago, porém brigam pela comida. Símbolo da unidade na diversidade e advertência contra as brigas internas quando existe um destino comum".









Trabalho finalizado, cadernetas estampadas e uma pequena amostra da grandiosidade desse trabalho que requer conhecimento, pesquisa, comprometimento e persistência.

Trabalhar com a história da África e com toda a riqueza cultural afrobrasileira é termos a clareza da necessidade de darmos voz e visibilidade a todo esse contexto histórico que nos foi negado, sobre a importância de nossos alunos se virem contemplados no currículo escolar e terem suas identidades valorizadas.


Quando o aluno se reconhece e percebe sua identidade afrodescendente valorizada sua auto-estima sofre mudanças, surgem novas possibilidades em suas vidas e passa a se compreender como cidadão ativo, responsável e dinâmico na sociedade.

A Equipe Gestora do CIEJA parabeniza a todos os envolvidos na realização desse trabalho e ratifica o compromisso com aqueles que são a maior razão de tudo isso: Nossos alunos e alunas!


Marcos Eça e Viviane Moreiras