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domingo, 7 de dezembro de 2014

ME GRITARAM NEGRA: REVERBERAÇÕES...

Ontem foi um dia de celebração, de reverberações do poema/performance "ME GRITARAM NEGRA" de Victoria Santa Cruz.
A convite da Claudia Regina Dias Branco da Diretoria de Orientação Técnica da DRE Jaçanã/Tremembé os alunos do CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme (com minha participação também) foram se apresentar na EMEFM Derville Allegretti em um dos últimos encontros do PNAIC.
A apresentação foi forte, intensa, visceral...
Após a performance ocorreu uma conversa com os professores presentes e reforçamos a importância de trabalhos como este para produzirem fissuras em nossa sociedade ainda conservadora e preconceituoso nas mais diversas esferas.
Agradeço a todos os envolvidos para que este trabalho fosse possível, especialmente à Télia Bueno Lopes e à Viviane Moreiras que idealizaram e apresentaram o poema "Me gritaram negra" aos alunos do módulo 4L.


MOMENTOS ANTES DA PERFORMANCE...




 SELFIE ANTES DA PERFORMANCE...


A PERFORMANCE E O "BATE-PAPO" COM OS PROFESSORES (CLÁUDIA, OBRIGADO POR TER NOS PROPORCIONADO UM MOMENTO COMO ESSE. 
VALEU MESMO!)


Marcos Eça

sábado, 6 de dezembro de 2014

FORMAÇÃO NO RECANTO NOSSA SENHORA DE LOURDES

Na última quinta-feira, 04 de dezembro, fomos ao Recanto Nosso Senhora de Lourdes, situado à Avenida Luiz Carlos Gentile de Laet, 1736, Vila Rosa, para termos uma formação a respeito de atividades adaptadas/flexibilizadas a fim de desenvolvermos um trabalho cada vez mais sólido com os alunos com deficiência que estudam no CIEJA Vila Maria/Vila Guilherme.
As mais diversas possibilidades nos foram apresentadas e o que nos chamou mais atenção foi a importância da CONSTRUÇÃO DE NOSSO MATERIAL, ou seja, a partir das questões/temas em pauta em nossa escola podermos elaborar, construir, confeccionar nossos materiais.
Além do mais, a professora ressaltou a importância da consciência corporal e da estimulação corporal, como também o trabalho com os mais diversos materiais (lixa, argila, papelão) para explorarmos as mais diversas sensações. Apresentou-nos atividades a partir das artes plásticas e lançou o conceito de alfabetização estética por meio de linhas, cores, formas... e para desenvolver esse conceito sugeriu as obras dos seguintes artistas: Dalí, Picasso, Heitor dos Prazeres, Tarsila do Amaral...
Explorou a importância da educação musical, dos jogos de memória, das atividades lúdicas e terminou mencionando a importância da neurociência por ser um possível caminho a nos ajudar no processo de ensino-aprendizagem de nossos alunos.
Saímos fortalecidos teoricamente e do ponto de vista prático dessa formação e precisamos agradecer à Amélia e ao grupo de DOT-CEFAI como também nossa diretora Télia por terem permitido que um momento como esse se realizasse. Importante também agradecermos aos professores por terem podido ir e participar das atividades propostas de forma tão aberta, receptiva e bonita.
Obrigado a todos.

Início da apresentação




PROFESSORES DISPOSTOS EM CÍRCULO (O QUE FAZ TODA A DIFERENÇA POR ESTARMOS MAIS PROPENSOS À INTERLOCUÇÃO)





ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO ESTÉTICA




ATIVIDADES LÚDICAS COM OS PROFESSORES DO CIEJA E DA EQUIPE DO CEFAI




CASTANHOLA FEITA COM PAPELÃO, TAMPINHAS DE REFRIGERANTE E BARBANTE: GENIAL PARA TRABALHAR RITMO COM OS ALUNOS.




 ATIVIDADES LÚDICAS COM OS PROFESSORES DO CIEJA



Em 2015 haverá mais formações no Recanto: que chegue logo...

Marcos Eça

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

AULA DE CULINARIA – MÓDULO 1 C
 SEQUÊNCIA DIDÁTICA:
A)  OBJETIVO:
LEVAR  OS ALUNOS  A ESCREVEREM  A  RECEITA  QUE  AS ALUNAS MARIANA E ZILDA REALIZARAM:
“BOLO DE CHOCOLATE COM CALDA”.
A CADA INGREDIENTE ACRESCENTADO, OS ALUNOS ESCREVERAM EM UMA FOLHA, FICANDO ASSIM COM A RECEITA COMPLETA, OU SEJA, O BOLO, A CALDA E O MODO DE PREPARO.
B)  JUSTIFICATIVA:
ESTA ATIVIDADE É BEM INTERESSANTE PARA ALUNOS DO MÓDULO I, POIS, ELES TORNAM-SE MAIS AUTONÔMOS NA HIPÓTESE DA ESCRITA E ACOSTUMAM-SE A NÃO FICAREM DEPENDENTES DE COPIAR AS ATIVIDADES DA LOUSA.
AS ALUNAS PARTICIPARAM COM MUITO ENTUSIASMO E A SALA INTERAGIU COM ATENÇÃO  A CADA MOVIMENTO DA AULA.
VALEU! OBRIGADA PELA DISPOSIÇÃO DE TODOS!
 
PROFESSORA VÂNIA MARTINS

ALFABETIZANDO POR MEIO DOS NOMES


FLÁVIA, JOÃO, EDIELY, NATÁLIA, FERNANDO, VIVIANE... É POR MEIO DO NOME PRÓPRIO QUE NOS DIFERENCIAMOS E CONSTITUIMOS NOSSA IDENTIDADE.
SE ASSIM O É, POR QUE NÃO TRABALHARMOS NAS AULAS DE ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DOS NOSSOS NOMES?
POR MEIO DE UMA ATIVIDADE SIMPLES, É POSSÍVEL IDENTIFICARMOS: AS HIPÓTESES SILÁBICAS, POR EMÍLIA FERREIRO; O ALUNO OU ALUNA QUE PRECISA DE APOIO PARA REALIZÁ-LA; OU AQUELES QUE POSSUEM TOTAL AUTONOMIA PARA FAZÊ-LA, HÁ QUEM IDENTIFIQUE AS LETRAS DO ALFABETO E OU AINDA OS QUE ESTÃO EM PROCESSO DE CONHECIMENTO.
OS ALUNOS DO MÓDULO 2B COLOCARAM LITERALMETE AS MÃOS NA MASSA! RSRSRS
PRIMEIRAMENTE CADA UM DEVERIA ESCREVER SEU PRÓPRIO NOME A PARTIR DAS LETRAS MÓVEIS, AQUELES QUE NÃO CONSEGUIAM FAZÊ-LO SOZINHOS O COLEGA PODERIA DAR UMA FORCINHA. POR FIM, TODOS DEVERIAM MODELAR AS LETRAS DO SEU NOME DE ACORDO COM A GRAFIA.
 
ELES ADORARAM SAIR DO CONVENCIONAL, EXPLORAR FORMAS OUTRAS DE ESCREVER PALAVRAS PARA ALÉM DO LÁPIS E PAPEL.
CONFIRAM SUAS OBRAS-PRIMAS E COMO ELES ESTAVAM ENTROSADOS COM A ATIVIDADE.






 


 

 






Viviane Moreiras


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014


MÁSCARAS AFRICANAS:
Durante o ano letivo, nossos alunos realizaram inúmeras atividades que contemplaram a implementação da Lei 10.639/03.

Uma delas, que por sinal merece muito destaque, são as Máscaras Africanas.
Estudamos o papel que as máscaras ocupam na cultura africana e sua importância.

Depois da atividade teórica, partimos para a confecção das mesmas. Os alunos escolheram o material que queriam usar. Elas ficaram muito bonitas e os alunos gostaram muito desta experiência.
As aulas culminaram numa linda exposição, onde foram exibidas máscaras feitas em prato, telha, madeira e bexigas.

Confira as fotos no vídeo abaixo:
 
PROFESSORA  VÂNIA MARTINS – MÓDULO 1C

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"OLHA A FEIRA, OLHA A FEIRA!!!! SÓ NÃO LEVA QUEM NÃO QUER, MAS QUE É BARATO É...."

ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR:

MÓDULOS 1 C/ 1D


REALIZAMOS COM NOSSOS ALUNOS UMA ATIVIDADE QUE CONTEMPLOU O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DE LINGUAGENS E CÓDIGOS E CIÊNCIAS DA NATUREZA.

DE FORMA BEM DIDÁTICA E LÚDICA, BEM PRÓXIMA AO COTIDIANO DELES, ELABORAMOS A SEGUINTE ESTRATÉGIA:

MONTAMOS NA SALA DE AULA UMA BARRACA SIMILAR A DA FEIRA LIVRE, COM OS PRODUTOS E SEUS RESPECTIVOS PREÇOS. NO PRIMEIRO MOMENTO CADA UM DOS ALUNOS DEVERIA IR À LOUSA E ESCREVER O NOME DE UMA FRUTA A SUA ESCOLHA. JUNTOS ELES REALIZARAM UMA “LISTA DE FRUTAS”.

NO SEGUNDO MOMENTO, PASSEI NA LOUSA VÁRIAS SITUAÇÕES DE COMPRAS DESTAS FRUTAS. FIZ ENTRE ELES UM SORTEIO. CADA ALUNO DEVERIA IR ATÉ A BARRACA E COMPRAR OS ITENS RELACIONADOS COM O SEU NÚMERO SORTEADO. APÓS FAZER A COMPRA, O ALUNO DEVERIA IR Á LOUSA PARA SOMAR OS ITENS COMPRADOS E VOLTAR À BARRACA PARA PAGAR E CONFERIR SE SUA CONTA ESTAVA DE ACORDO COM A DO FEIRANTE. O ALUNO PAGAVA E RECEBIA O TROCO.

NO FINAL DE ATIVIDADE OS ALUNOS DO MÓDULO 1C DEGUSTARAM AS FRUTAS. ERAM TANTAS DELAS QUE NO DIA SEGUINTE, FIZEMOS UMA SALADA DE FRUTAS PARA DEIXAR A ATIVIDADE AINDA MAIS DOCE E PRAZEROSA.

E PARA FECHAR COM “CHAVE DE OURO”, OS ALUNOS CANTARAM A MÚSICA “NA FEIRINHA DA PAVUNA” DE JOVELINA PÉROLA NEGRA E, COM A LETRA DA MÚSICA EM MÃOS CIRCULARAM TODOS OS PRODUTOS QUE SE COMPRA EM UMA FEIRA LIVRE. 



SEGUE PARA VOCÊ CONFERIR E CANTAR TAMBÉM:

JOVELINA PÉROLA NEGRA

Na feirinha da Pavuna
Houve uma grande confusão
Na feirinha da Pavuna
Houve uma grande confusão
A Dona cebola que estava envocada
Ela deu uma tapa no Seu pimentão
A Dona cebola que estava envocada
Ela deu uma tapa no Seu pimentão
Seu tomate cheio de vergonha
Ficou todinho vermelho
E falou assim:
- "Eu também faço parte do tempero" Bis
Seu pepino que estava no canto
Deu uma pernada em Dona melancia
Dona abóbora muito gorda
Nem do canto ela saía
Vou chamar Seu delegado que é
O Seu jiló para amargar
E falou para todo mundo:
 
- "Acho bom isso acabar" Bis



QUERO AGRADECER AO ALUNO ANTONIO SEVERINO DO MÓDULO 1C, QUE GENTILMENTE TROUXE AS FRUTAS PARA A SALA DE AULA, E A ESTAGIÁRIA PRISCILA QUE NOS AUXILIOU NA MONTAGEM DA BARRACA E NA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE.





 

VALEU!
PROFESSORA VANIA MARTINS

domingo, 30 de novembro de 2014

5º FESTIVAL DE ARTES CÊNICAS DO CEU JAÇANÃ

Me gritaram negra de Victoria Santa Cruz

Ontem, sábado 29 de novembro, participamos do 5º Festival de Teatro do CEU Jaçanã e apresentamos a performance do poema de Victoria Santa Cruz "Me gritaram negra". Esse trabalho é resultado de um trabalho que os alunos desenvolveram ao longo do 2º e 3º bimestres apresentando-o no CIEJA e no EMEF Paulo Carneiro.
Trabalho intenso, forte e que nos permite pensar sobre a importância de nos olharmos e nos assumirmos como somos, ou melhor, temos orgulho de nossa cor, raça, origens... enfim, de sermos NÓS.
Cumpre agradecermos a nossa diretora Télia Bueno Lopes, a nossa coordenadora pedagógica Viviane Moreira, a nosso professor Allan Santana e a todos os alunos envolvidos, especialmente a Laís Mendes Lado e Rosângela Vasconcelos. Evoé! 

Teatro será um de nossos eixos! 


“Me gritaram negra" (Victoria Santa Cruz)
Tinha sete anos apenas,
apenas sete anos,
Que sete anos!
Não chegava nem a cinco!
De repente umas vozes na rua
me gritaram Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!
"Por acaso sou negra?" – me disse
SIM!
"Que coisa é ser negra?"
Negra!
E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.
Negra!
E me senti negra,
Negra!
Como eles diziam
Negra!
E retrocedi
Negra!
Como eles queriam
Negra!
E odiei meus cabelos e meus lábios grossos
e mirei apenada minha carne tostada
E retrocedi
Negra!
E retrocedi . . .
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
E passava o tempo,
e sempre amargurada
Continuava levando nas minhas costas
minha pesada carga
E como pesava!...
Alisei o cabelo,
Passei pó na cara,
e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra!
E daí?
E daí?
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
De hoje em diante não quero
alisar meu cabelo
Não quero
E vou rir daqueles,
que por evitar – segundo eles –
que por evitar-nos algum disabor
Chamam aos negros de gente de cor
E de que cor!
NEGRA
E como soa lindo!
NEGRO
E que ritmo tem!
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro
Afinal
Afinal compreendi
AFINAL
Já não retrocedo
AFINAL
E avanço segura
AFINAL
Avanço e espero
AFINAL
E bendigo aos céus porque quis Deus
que negro azeviche fosse minha cor
E já compreendi
AFINAL
Já tenho a chave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
Negra sou!

Este poema é da compositora, coreógrafa e desenhista, expoente da arte afroperuana Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra.
Em: http://www.emdialogo.uff.br/content/gritaram-me-negra acesso em 30/11/2014.










Marcos Eça